
Backlinks nofollow vs dofollow: ainda faz diferença?
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Durante anos, a resposta para “dofollow ou nofollow” foi simples e binária: dofollow passa autoridade, nofollow não passa nada, então só vale a pena perseguir dofollow. Essa lógica já foi verdade — mas está desatualizada desde pelo menos 2020, e ficou ainda mais complicada com a chegada da busca por IA generativa. Tratar esse assunto com o entendimento de 2018 hoje significa recusar oportunidades de link building que, na prática, ainda geram valor real.
Este guia explica o que cada atributo realmente faz, o que mudou nos últimos anos, e por que uma obsessão exclusiva por dofollow deixou de ser estratégia completa.
O que é dofollow e o que é nofollow
Todo link é dofollow por padrão — não existe nenhum atributo especial que precise ser adicionado para isso. Um link só se torna nofollow quando alguém adiciona explicitamente o atributo rel="nofollow" na tag HTML, sinalizando ao Google que aquele link específico não deveria repassar sinal de ranking (o chamado “link equity” ou “PageRank”) para a página de destino.
Dois atributos relacionados foram introduzidos junto com a atualização de 2020: rel="sponsored", para links pagos ou patrocinados, e rel="ugc" (user-generated content), para links inseridos por usuários em comentários, fóruns e conteúdo gerado pela comunidade.
A mudança que a maioria dos guias ainda ignora
Em março de 2020, o Google mudou oficialmente o tratamento do atributo nofollow: de uma diretiva rígida (que o buscador sempre obedecia) para uma “dica” — um sinal que o Google considera, mas não é obrigado a seguir à risca. Na prática, isso significa que, em certos contextos, o Google pode optar por rastrear e considerar um link nofollow mesmo que o atributo esteja presente.
Essa mudança sozinha já tornaria a obsessão exclusiva por dofollow uma estratégia desatualizada. Mas o cenário ficou ainda mais interessante com a ascensão da busca por IA.
O que muda no contexto de IA generativa
Este é o ponto mais importante para quem já está de olho em GEO/AEO (como já discutimos no nosso guia de GEO): sistemas de IA generativa simplesmente não avaliam o atributo rel="nofollow" na hora de decidir o que citar. ChatGPT, Perplexity e os resumos de IA do Google avaliam relevância da fonte, autoridade e qualidade de conteúdo — não a mecânica HTML do link.
O exemplo mais claro disso é o Reddit: praticamente todo link externo no Reddit é nofollow (tecnicamente nofollow ugc), e ainda assim o Reddit está entre os domínios mais citados por sistemas de IA generativa atualmente — em algumas análises, é a fonte de citação mais frequente da Perplexity. O mesmo vale para links da Wikipedia e discussões em fóruns, que também costumam ser nofollow por padrão.
Na prática: uma estratégia de link building que otimiza exclusivamente para autoridade dofollow no Google pode estar deixando passar oportunidades reais de visibilidade em respostas de IA — que hoje já influenciam decisão de compra antes mesmo do primeiro clique no site.
Por que um perfil só de dofollow parece artificial
Um perfil de backlinks composto inteiramente por links dofollow é, por si só, um sinal de alerta — não é assim que um perfil de link natural e orgânico se forma na prática. Sites que recebem menção de forma genuína acumulam naturalmente uma mistura dos dois tipos: alguém cita seu conteúdo num fórum (nofollow), um jornalista menciona sua marca numa matéria (às vezes dofollow, às vezes não), um blog de nicho referencia seu artigo em um guest post (geralmente dofollow).
Um equilíbrio saudável observado em perfis de link building bem-sucedidos costuma ficar na faixa de 70% a 85% dofollow, com o restante nofollow — próximo ao que já recomendamos no guia central de link building. Fugir muito dessa proporção, para qualquer lado, tende a chamar atenção indevida do algoritmo.
Nofollow ainda vale a pena mesmo sem repasse direto de autoridade
Mesmo quando um link nofollow não repassa força de ranking da forma tradicional, ele ainda entrega valor real:
- Tráfego de referência genuíno — pessoas clicam em links nofollow exatamente como clicam em qualquer outro
- Exposição de marca — uma menção em um site relevante constrói reconhecimento mesmo sem passar sinal técnico de SEO
- Naturalidade do perfil de links — como já vimos, contribui para o perfil parecer orgânico, não construído artificialmente
- Visibilidade em respostas de IA — como detalhado acima, sistemas de IA generativa não fazem essa distinção
Não use a ferramenta de desautorização (disavow) contra links nofollow legítimos
Um erro comum: tentar “limpar” o perfil de backlinks removendo ou desautorizando links nofollow vindos de fontes legítimas — sites de notícia, fóruns respeitáveis, plataformas de avaliação. Isso tende a prejudicar o site, não ajudar, porque remove justamente a diversidade natural que um perfil saudável precisa ter.
A ferramenta de disavow do Google existe para um propósito específico: neutralizar links tóxicos e claramente manipulativos, vindos de fontes prejudiciais — não para eliminar todo link que não seja dofollow. Se houver dúvida sobre quais links realmente cruzam essa linha, o caminho correto é uma auditoria de perfil de backlinks bem feita, não uma desautorização em massa — o guia de como monitorar backlinks tóxicos detalha quando agir e quando deixar o Google filtrar sozinho.
Como priorizar na prática em 2026
Se o objetivo principal é ranquear para palavras-chave competitivas no Google, a maior parte do esforço de link building ainda deveria ir para conquistar backlinks dofollow de qualidade — guest posts editoriais em sites relevantes do nicho, com autoridade real, continuam entre os métodos mais confiáveis, como já detalhamos no comparativo de guest post vs backlink pago.
Mas isso não significa ignorar oportunidades nofollow — principalmente em comunidades como Reddit, Quora e fóruns de nicho, que hoje funcionam como um canal relevante tanto para tráfego de referência quanto para visibilidade em citações de IA. Uma estratégia de link building madura em 2026 constrói os dois tipos de presença ao mesmo tempo, ao invés de tratar nofollow como sinônimo de “sem valor”.


